Informação sobre rinite, causas, sintomas e tratamento da rinite alérgica sazonal ou perene, rinite infecciosa viral, bacteriana e outras


Rinite infecciosa

As rinites infecciosas agudas formam o grupo mais comum entre todos os tipos de rinites. Estas, são classificadas de acordo com a etiologia em termos  virais ou bacterianoas. As formas crônicas são bem menos frequentes e são classificadas em específicas, nomeadamente leishmaniose, hanseníase, rinosporidiose, etc... ou inespecíficas: síndrome da discinesia ciliar ou Kartagener, síndrome de Young, fibrose cística entre outras.
As rinites virais agudas são diferenciadas de resfriado comum, causado mais frequentemente por um rinovírus, ou gripe provocada por um vírus do tipo influenza A, B ou C ou suas variantes. A transmissão ocorre pelo contato pessoal (perdigotos), sendo os sintomas muito semelhantes nos dois casos e incluem obstrução nasal e rinorréia de variável intensidade, consistência e coloração. Usualmente, o corrimento nasal é claro e seroso nos primeiros dias, podendo passar a muco-purulento por contaminação bacteriana inespecífica. Espirros são comuns, assim como cefaléia e dor de garganta. Febre e prostração são mais comuns nos casos de gripe.
Nestes casos, observa-se também com mais frequência a ocorrência de infecções associadas às vias aéreas superiores e inferiores (otites, sinusites, bronquites, etc...). O quadro costuma ceder em cerca de 7 a 10 dias, a não ser que ocorra infecção bacteriana secundária.
Esta condição trata-se com medicação analgésica e antitérmica, higiene nasal com solução salina, hidratação e repouso.
O uso de descongestionante nasal tópico em casos mais severos pode ser permitido desde que por tempo bem limitado (3 a 5 dias).


A rinite é uma inflamação e inchaço da mucosa do nariz, caracterizada por um corrimento nasal e congestão, e geralmente causada por um resfriado comum ou por uma alergia.
Resfriados e alergias são as causas mais comuns da rinite.
Os sintomas da rinite incluem um corrimento nasal, espirros e congestão.
Normalmente, o diagnóstico baseia-se nos sintomas.
As várias formas de rinite são tratadas de várias formas, usando por exemplo antibióticos, anti-histamínicos, cirurgia, injecções de dessensibilização e evitar produtos ou substancias  irritantes.
O nariz é a parte mais comumente infetada nas vias aéreas superiores. A rinite pode ser aguda ou crônica. Rinite aguda resulta frequentemente de infecções virais, mas também pode ser resultado de alergias, bactérias, ou outras causas. Geralmente, a rinite crônica ocorre com sinusite crônica.

Classificação da rinite

O termo rinite implica que exista inflamação da mucosa de revestimento nasal. Contudo, do ponto de vista prático, fica muitas vezes dificil demonstrar esta inflamação local. Assim sendo, a definição e o diagnóstico das várias formas de rinite é, na maioria das vezes, clínico, baseado na história e no exame físico do paciente. Define-se as rinites como sendo uma inflamação da mucosa de revestimento nasal, com a presença de congestão nasal e/ou rinorréia e/ou espirros e/ou prurido nasal. A classificação segue na grande maioria das vezes o agente etiológico:

Alérgica
Sazonal ou Perene
Infecciosa
Aguda: viral ou bacteriana.
Crônica: específica ou inespecífica.

Outras ou não-alérgicas
Rinite eosinofílica não-alérgica (RENA).
Idiopática (antigamente denominada vasomotora).
Hormonal.
Induzida por droga.
Induzida por irritantes.
Alimentar.
Emocional.
Atrófica.
Por desuso.


As rinites infecciosas, apesar de serem não-alérgicas, são classificadas em um grupo separado, pois representam um grande número, senão a maioria dos casos.
É importante salientar que o diferencial da rinite alérgica de todas as outras formas de rinite é ser mediada por IgE.
Outras classificações englobam também um outro grupo de patologias de extrema importância no diagnóstico diferencial que são as alterações nasais estruturais. Estas freqüentemente estão presentes concomitantemente as rinites e, muitas vezes, dificultam o diagnóstico preciso e o tratamento apropriado dos pacientes.


Rinite alérgica

é comum e afeta por exemplo mais de 20% da população do Reino Unido.
A rinite alérgica é diagnosticada pela história do paciente e através de exames, e deve ser apoiada por testes de alergia específicos em que a identificação de disparadores específicos permitam evitar ou afetar a escolha do tratamento

Rinite não alérgica

A rinite não alérgica tem uma etiologia multifactorial, se for eosinofílica, geralmente responde ao tratamento com corticosteróides;
A rinite não alérgica pode ser uma queixa apresentada para doenças sistémicas como a granulomatose de Wegener, síndrome de Churg-Strauss e sarcoidose

Rinite infecciosa

A rinite infecciosa pode ser causada por vírus, e menos frequentemente por bactérias, fungos e protozoários
É frequentemente mais grave em pacientes alérgicos especialmente se ocorrer uma infecção no momento da exposição ao alérgeno
O tratamento que aborda apenas o problema agudo pode resultar em resolução incompleta da infecção ou numa recorrência mais tarde.
Uma vez que a mucosa do nariz e contínua, rinite deve ser chamada de rinossinusite


Os sintomas da rinite alérgica

A Rinite alérgica é caracterizada por uma inflamação aguda ou crónica da mucosa das fossas nasais, provocada por agentes alérgenos presentes no ar ou outros.
Os principais sintomas são rinorreia, coriza, congestão nasal, prurido, ardor nos olhos, nariz e boca, espirros.


Fatores de risco para Rinite Alérgica

As alergias podem acontecer a qualquer pessoa, mas você será mais propenso a desenvolver rinite alérgica se sua família tiver uma história de alergias.

Existem também os fatores externos que podem desencadear esta condição ou torná-lo pior. Esses fatores incluem:
- fumaça de cigarro;
- produtos químicos;
- temperaturas frias;
- humidade;
- vento;
- poluição do ar;
- laca;
- perfumes e águas de colónia;
- fumaça de madeira;
- fumos.


Rinite Alérgica

A rinite alérgica é uma das condições clínicas que ocorre com maior frequência na população, sendo considerada a doença crónica mais comum na infância. As manifestações de rinite alérgica apresentam intensidade variável entre os indivíduos afetados e também no mesmo indivíduo, dependendo do grau de exposição a alérgenos e outros fatores precipitantes. Embora não represente maior risco, a rinite alérgica merece atenção adequada pelas possibilidades de complicações e pelo evidente prejuízo à qualidade de vida do paciente.
O mecanismo da rinite alérgica envolve a formação de anticorpos IgE para alérgenos ambientais. O contato de antígenos com mastócitos já sensibilizados pela IgE provoca a ativação destas células e a liberação de mediadores farmacológicos, como histamina, fatores quimiotáticos, leucotrienos e citocinas, que modulam a inflamação local. A inflamação da mucosa nasal está associada à perpetuação da condição clínica. As medicações disponíveis para o tratamento da rinite podem proporcionar controle efetivo dos sintomas, assim como impedir o agravamento da condição clínica com grande margem de segurança.


Se você espirra muito, se seu nariz apresenta muitas escorrências  ou se permanece entupido, ou se muitas vezes sente coceira em seus olhos, boca ou pele, você pode ter rinite alérgica, uma condição que afeta 40 a 60 milhões de americanos.
A rinite alérgica, como as erupções cutâneas, as alergias e outras condições, desenvolve-se quando o sistema imunitário do corpo se torna sensível e reage de forma exageras perante algo que existe no ambiente e que normalmente não provoca qualquer problema na maioria das pessoas.
A rinite alérgica é vulgarmente conhecida como a febre dos fenos. Mas você não tem que ficar exposto ao feno para ter sintomas.

Formas diferentes de rinite alérgia

A rinite alérgica assume duas formas diferentes:
- Sazonais, em que os sintomas da rinite alérgica sazonal podem ocorrer na primavera, verão e início do outono, sendo geralmente causados por sensibilidade alérgica a esporos de fungos no ar ou pólens de grama, árvores e ervas daninhas.
- Perenes, em que as pessoas apresentam sintomas da rinite alérgica durante todo o ano, sendo geralmente causada por ácaros, pêlos de animais, baratas ou mofo. Alergias alimentares subjacentes ou oculta raramente causam sintomas nasais perenes.

Algumas pessoas podem experimentar os dois tipos de rinite, com os sintomas perenes a piorar durante épocas específicas do pólen. Existem ainda causas não-alérgicos para a rinite.


Formas de tratamento de rinite alérgica

Lavar o nariz com uma solução salina normalmente torna-se eficaz na remoção do antigénio e de mucosas das cavidades nasais, e na diminuição dos sintomas da rinite alérgica e sinusite.
A medicação, tais como anti-histamínico, que bloqueia seletivamente os receptores de histamina, provoca pouca ou nenhuma sonolência e pode ser tomado como um comprimido, uma vez por dia.
Evitar o alérgeno é útil, mas nem sempre é possível, no entanto as condições pode ser diminuídas com uma escolha de várias opções de tratamento:
Sprays esteróides tópicos e gotas são considerados a pedra angular no tratamento da rinite. Eles são seguros e eficazes, mantendo-se no nariz e não entrando na circulação sanguínea.
Os pacientes que são sensíveis a um ou dois alérgenos podem ser encaminhados para um tratamento através de um método de dessensibilização que envolve tomar uma pequena quantidade de alérgeno, sob a língua, na esperança de que os anticorpos sejam produzidos.
Quando a obstrução nasal se torna um incómodo ou não responde ao tratamento médico, a cirurgia com o auxílio de um telescópio para remover os cornetos (estruturas ósseas dentro do nariz) e para endireitar o septo nasal pode ser recomendada. Esta cirurgia endoscópica tem uma elevada taxa de sucesso no aliviar do nariz entupido devido a cornetos aumentados.


Os anti-histamínicos na rinite alérgica

No tratamento da rnite alérgica os anti-histamínicos orais têm um início de ação mais rápido quando comparado com corticosteróides nasais. Anti-histamínicos de segunda geração, incluindo cetirizina e loratadina, também estão associados a menos efeitos secundários adversos. Anti-histamínicos orais podem ser úteis em pacientes com sintomas intermitentes e leves de rinite alérgica, espirros ou rinorreia, no entanto, um corticosteróide intranasal provavelmente será mais eficaz.
Anti-histamínicos intranasais incluem azelastine e olopatadine, o que pode ajudar com espirros, prurido e rinorréia. Apresentam um rápido início de ação, que pode durar até quatro horas, embora os efeitos adversos incluam epistaxe, irritação nasal e sedação.
O uso de anti-histamínicos intranasais é limitado devido ao seu custo e pode ter piores efeitos colaterais quando comparados com a segunda geração de anti-histamínicos orais. Além disso, eles são menos eficazes quando comparados com corticosteróides intranasais. Parece que a terapia de combinação de um corticosteróide intranasal e um anti-histamínico ou antagonista dos receptores dos leucotrienos não é mais eficaz do que a monoterapia com corticosteróides intranasais.

Cromoglicato de sódio intranasal e nedocromil de sódio podem ajudar com os sintomas nasais, mas são considerados menos eficazes quando comparados com corticosteróides nasais. Os anticolinérgicos, como o brometo de ipratrópio podem ajudar com rinorreia. Descongestionantes como efedrina e xylometazoline podem ajudar com congestão nasal, mas estão associados a rinite medicamentosa (congestão rebote da mucosa nasal, como resultado de uso descongestionante nasal prolongada), se usados de forma inadequada.
O montelucaste anti-leucotrienos oral é aprovado no Reino Unido para a rinite alérgica em associação com a asma.
Os esteróides orais podem ser considerados no caso de os sintomas serem graves, e podem aliviar os sintomas para eventos importantes, tais como exames.


Imunoterapia e gestão da rinite em mulheres grávidas

Em determinados casos de rinite, se o controle sintomático não for alcançado, imunoterapia sublingual ou subcutânea pode ser considerada. Isto pode reduzir os sintomas da rinite alérgica e prevenir a asma. Injeções repetidas com extrato de alérgeno são necessárias para a imunoterapia subcutânea. Doses crescentes do alérgeno causador são dadas para causar a tolerância clínica e imunológica, e deve notar-se que há um pequeno risco de causar uma reação alérgica sistémica.
Imunoterapia subcutânea deve ser realizada na atenção secundária, com equipamento de reanimação disponível, embora apenas o tratamento inicial na imunoterapia sublingual precise de supervisão médica. A imunoterapia pode resultar em remissão de rinite alérgica, bem como na redução do risco de progressão para asma. Além disso, o risco de desenvolvimento de novas sensibilidades aos alérgenos é reduzido.

Rinite induzida pela gravidez pode ocorrer em até 20% das mulheres e esta é geralmente auto-limitada.
Descongestionantes devem ser evitados durante a gravidez, embora o uso anti-histamínico possa ser considerado. Mulheres grávidas submetidas à imunoterapia para rinite alérgica devem continuar o tratamento, apesar de incrementos de iniciação e das doses na imunoterapia serem desaconselháveis. O tratamento médico é guiado pela frequência e gravidade dos sintomas, assim como o impacto sobre a qualidade de vida. É importante avaliar se a conjuntivite alérgica está presente. Tratamentos anteriores para rinite alérgica e sua eficácia devem ser avaliadas. Os pacientes podem expressar uma preferência quanto ao tratamento oral ou intranasal. Em resumo, a prevalência de rinite alérgica aumentou, e provoca significativa morbidade hipocrisia. Até 20% dos pacientes não conseguem controlar os sintomas com corticosteróides nasais, portanto, referência para imunoterapia pode ser considerada.

Diagnóstico da rinite alérgica

A rinite alérgica pode ser diagnosticada pela presença de prurido nasal, espirros, congestão nasal, rinorreia, gotejamento pós-nasal e, por vezes, hiposmia. Os sintomas geralmente surgem em poucos minutos de exposição ao alérgeno e podem durar um par de horas antes de desaparecer. A conjuntivite alérgica pode também estar presente (onde sintomas oculares são causados por reacções alérgicas nasais), bem como o contato da mucosa conjuntival com alergénios. Em pessoas com rinite alérgica sazonal relacionada ao pólen de bétula, vale a pena considerar a possibilidade de uma síndrome de alergia oral associada, causada por alérgenos em frutas, nozes e legumes.

HISTÓRIA E EXAME CLÍNICO CUIDADOSO
A história deve incluir, a determinação de quando os sintomas começam e da existência de fatores que precedam o início dos sintomas. Isto pode identificar alérgenos que são gatilhos para rinite em casa ou no local de trabalho. Animais de estimação e ácaros podem ser fatores em casa, e no trabalho, pode haver alérgenos ocupacionais, tais como pó de madeira ou farinha.
Resolução dos sintomas durante as férias pode sugerir uma causa ambiental para a rinite alérgica.  Sintomas de rinite também podem ser atribuídos à síndrome de Churg-Strauss, granulomatose e sarcoidose de egener, portanto, revisão sistemática dos sintomas e exame clínico é importante 
Exames clínicos podem incluir respiração bucal, um vinco horizontal nasal através do nariz, cicatrizes cirúrgicas (sugerindo possível cirurgia do seio), pólipos, crostas, congestão da mucosa e corrimento nasal.

Conhecendo a rinite alérgica

A rinite alérgica é uma condição comum que é relativamente sub-diagnosticada e sub-tratada. A rinite alérgica tem aumentado gradualmente na prevalência e pode afetar até 20% da população no Reino Unido. Ela é causada por uma resposta imunitária alérgica aos alérgenos. Até 80% dos pacientes com rinite alérgica tendem a desenvolver sintomas antes dos 20 anos de idade. Homens e mulheres são igualmente afetados, mas, curiosamente, os meninos são mais propensos a ter rinite alérgica que as meninas.
Rinite alérgica provoca irritação da mucosa nasal o que resulta em espirros, rinorreia, congestão nasal e comichão. Sintomas oculares são comuns na rinite alérgica sazonal e podem estar presentes em até 50% dos casos de rinite perene.
Pensa-se que a condição possa estar relacionada com uma resposta de hipersensibilidade semelhante à encontrada na asma alérgica. A poluição ambiental, o nascimento durante uma temporada de pólen, desmame precoce e tabagismo materno são fatores de risco para a rinite alérgica nas crianças.
Embora seja tipicamente uma condição sazonal, podem existir casos em que a persistente irritação das mucosas nasais permanece durante todo o ano. A rinite alérgica pode ser associada com a irritação de outras membranas mucosas, mas pode também ser relacionada com a asma, rinossinusite e conjuntivite alérgica.
Há um aumento da prevalência de asma em pacientes com rinite persistente e/ou grave. Além disso, tanto a rinite alérgica como a não alérgica são fatores de risco para o desenvolvimento de asma, e pensa-se que aumentam o risco de sinusite.
Pode haver um significativo impacto na qualidade de vida das pessoas afetadas, causando por exemplo sono de má qualidade, o que afeta a concentração na escola ou no trabalho.
A rinite alérgica pode ser sazonal ou perene. No primeiro caso é relacionada à sensibilidade ao pólen e alérgenos, como os ácaros e pêlos de animais.

Diversos tipos de rinite alérgica

A rinite alérgica é muito comum, sendo que as estimativas referem que afeta 10-40% das crianças. Crianças com rinite alérgica geralmente também  têm asma.

A rinite alérgica tem sido classificada como perene ou sazonal ("febre do feno"). Os sintomas de rinite perene ocorrem durante todo o ano, enquanto que a rinite sazonal ocorre geralmente durante os meses de primavera e verão devido à sazonalidade da exposição aos polens de gramíneas. Alérgenos sazonais incluem polens de árvores, grama e esporos de fungos; Alérgenos perenes comuns são ácaros e pelos de animais.

Os sintomas podem estar diretamente relacionadas com as passagens nasais, como por exemplo coceira, espirros, obstrução nasal e corrimento nasal. Outros sintomas são causados por obstrução nasal e incluem respiração bucal, ronco, problemas de aprendizagem e perturbação do sono.

Testes cutâneos podem ser úteis para indicar uma causa alérgica. Se o teste de pele der resultados negativos isto sugere que o alérgeno não é a causa da rinite alérgica.  No entanto, algumas crianças terão um teste de alergia positivo, mas não desenvolvem sintomas, dificultando a interpretação dos resultados dos testes de alergia.

Torna-se possível evitar completamente um alérgeno relevante, sendo que esta situação deverá resultar em sintomas reduzidos, no entanto, com alérgenos comuns, tais como pólen e ácaros de poeira, geralmente não é possível evitar completamente a exposição ao alérgeno. Assim, os medicamentos são geralmente necessários para reduzir os sintomas.

Tratamento farmacológico na rinite alérgica

  • Os anti-histamínicos orais e tópicos são altamente eficientes no controle do prurido, espirros e coriza5(D), porém menos eficientes no controle da obstrução.
  • Os corticosteróides tópicos, usados de forma profilática, são eficientes no controle da obstrução nasal, coriza, espirros e prurido nasal em adultos e crianças.
  • Cromonas tópicas nasais apresentam bons resultados no controle da rinorréia, espirros e prurido quando utilizadas no tratamento de rinite sazonal (em adultos e crianças) e perene (adultos).
  • Os antileucotrienos (montelucaste) em associação com anti-histamínicos (loratadina), mostraram-se eficazes no tratamento da rinite alérgica sazonal em adultos. A imunoterapia específica com extratos alergênicos é eficaz no tratametno da rinite alérgica. Por via subcutânea, apresenta bons resultados na rinite alérgica perene e sazonal (adultos e crianças). Pelas vias sublingual e nasal, é eficiente na rinite sazonal (adultos e crianças) e na perene em adultos.

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Rinites não alérgicas

As rinites não-alérgicas são reações inflamatórias da mucosa nasal sem participação do mecanismo alérgico, ou seja, não ocorre uma reação do tipo I de Gell e Coombs mediada por IgE específica. As rinites não-alérgicas são diagnóstico de exceção em relação à rinite alérgica. Pacientes com sintomas nasais inflamatórios crônicos, submetidos aos exames diagnósticos conhecidos até o momento, e que não mostraram reação positiva a um antígeno específico causador dos sintomas, têm rinite não alérgica. As principais vias e mecanismos fisiopatológicas das principais rinites, dividem-se em três grandes grupos, viral, alérgico e irritativo. Os sintomas das rinites, tanto alérgicas quanto não alérgicas, caracterizam-se por rinorréia, espirros, prurido e obstrução nasal. Podem ocorrer ainda hiposmia e roncos. Todas as rinites apresentam sintomas semelhantes, variando apenas a intensidade em cada subtipo. A história clínica deve ser minuciosa e os exames complementares devem ser feitos corretamente para que o diagnóstico etiológico seja preciso e o tratamento, efetivo. Em relação à idade de início, as rinites não alérgicas e não-infecciosas
são mais tardias, e a relação familiar não é tão clara, ou inexistente. Geralmente, nos casos de rinites não-infecciosas e não-alérgicas, o prognóstico é bom, e o tratamento clínico ou cirúrgico (quando necessário) é eficaz.

Eliminar causas da rinite

Naturalmente cabe ao médico determinar com precisão causas da rinite. Entretanto, o próprio doente pode perceber que alguns factores são os responsáveis pelos seus sintomas. Percebe, por exemplo, que o pó dos tapetes, móveis estofados, armários embutidos, casas fechadas, estantes de livros etc., piora ou provoca espirros ou coceira no nariz. Verifica que as mudanças na temperatura, frio, vento, etc., não afectam a maioria das pessoas, mas provoca-lhe os mesmos sintomas desencadeados pela poeira. Recorda-se que à noite no quarto e na cama, é que vêm os sintomas da rinite. Quando se refere à sua doença, para amigos ou para médico diz sempre: "parece que estou permanentemente constipado".
Com esta história clinica e com um mínimo de exames complementares (testes alérgicos, pesquisa de eosinófilos no exsudado nasal, análises de sangue e, às vezes, radiografias) o médico está capacitado para apurar as causas da rinite e prescrever a terapêutica correcta, para alivio rápido da manifestação alérgica.

O que é uma alergia

Quando o organismo é agredido por uma substância estranha, por exemplo uma bactéria, ele defende-se produzindo anticorpos que reagem a esta substância estranha, para tentar a sua eliminação, mantendo a integridade do organismo. A isto se chama imunidade. Esta é uma reacção normal do organismo.
Na alergia estão em jogo os mesmos elementos da imunidade: uma substância estranha (alergénio) e anticorpos específicos. Mas, em lugar de imunidade ou defesa, temos uma doença. A alergia deve-se, portanto, a uma resposta alterada. Indivíduos especiais (alérgicos ou atópicos) produzem anticorpos para substâncias inócuas à maioria das pessoas. Do encontro destas substâncias com os anticorpos previamente formados numa exposição anterior, resultam os sintomas alérgicos.

Consequências da rinite alérgica

A rinite alérgica não é uma doença grave, isto é, não provoca consequências desastrosas para o ser humano, nem determina a sua morte. Entretanto, é uma doença crónica bastante desagradável, uma vez que determina as seguintes anormalidades: dores de cabeça, irritabilidade, perda de apetite, insónia, diminuição do rendimento escolar em crianças, perturbação do comportamento social e, quando o entupimento é constante e intenso, dificuldade considerável na respiração, pela obrigação de se respirar somente pela boca. Outra consequência comum e importante da rinite alérgica é a dependência aos medicamentos (gotas nasais), cujo uso abusivo leva a alteração da mucosa, reflexos em outros sectores do organismo e a uma dependência física e psicológica das gotas para o nariz.

Prevenir a rinite

A profilaxia ambiental é atribuição total do doente ou de sua família. Nem o melhor médico do mundo conseguirá êxito se o doente não colaborar.
Para êxito no tratamento da rinite alérgica, o combate à poeira da casa deve ser constante.
A profilaxia ambiental pode ser assim sistematizada:
1- Cuidados especiais com o quarto de dormir, tais como:
Retirar tapetes ou na total impossibilidade, passar o aspirador de preferência à tarde; envolver colchões, travesseiros e cobertores, com plástico, ou usar material sintético; manter os armários limpos e livres de poeira e bolores, por fora e por dentro; conservar as paredes sem infiltração e bolor; manter as janelas abertas e se possível sem cortinas; evitar insecticidas, detergentes fortes ou certos perfumes.
2- Cuidados gerias com a casa, tais como:
Limpeza da casa com aspirador ou pano húmido; janelas abertas; cuidados na limpeza dos móveis, quadros e paredes; atenção para o sofá da sala da televisão; evitar tapetes preferindo material sintético, etc.
3 - Cuidados pessoais, tais como:
Vida ao ar livre, exercícios, natação, banho com água menos quente. Todas estas medidas se destinam a anular ou minimizar as influências inespecífica na rinite.

Cura da rinite alérgica

Hoje, com os recentes progressos na terapêutica a rinite alérgica pode ser facilmente controlada. Se o doente tomar consciência do papel dos inalantes domiciliares no aparecimento dos sintomas, e se realizar uma criteriosa profilaxia, a sua manifestação clinica diminuirá consideravelmente. Se as prescrições do seu médico forem seguidas correctamente a expressão clinica da rinite ficará reduzida a um mínimo absolutamente confortável, significando uma cura clinica.

Tipos de rinite mais frequentes

Quais os tipos mais freqüentes?
A rinite medicamentosa é muito freqüente, pois as pessoas usam medicamentos no nariz sem orientação médica, ignorando os riscos que estão correndo. Muitos medicamentos usados no nariz podem causar rinite, ao invés de curá-la.
A rinite irritativa é comum nas grandes cidades, em locais muito poluídos e com agentes irritantes na atmosfera. Os sintomas podem acontecer em pessoas que trabalham sem usar máscaras em fábricas onde são manipulados materiais industriais ou em ambientes com muita poeira, ou que trabalham com tecidos. As crianças que estudam em locais poluídos, ou locais que estão em reforma, podem ter rinite irritativa.
A rinite vasomotora é também comum em ambientes poluídos, mas podem acontecer em outras áreas. Quem tem rinite vasomotora pode apresentar os sintomas quando fica nervoso ou quando está cansado ou com estresse (stress).
A rinite alérgica é muito comum, especialmente em cidades grandes, cujo ambiente é poluído e onde a poeira doméstica é abundante, e em locais úmidos, com mofo.

Rinite alérgica perene

A rinite perene está normalmente associada à sensibilização aos alérgenos presentes dentro de casa, como os ácaros. Na rinite perene as pessoas geralmente apresentam prurido nasal, coriza e obstrução nasal crônica.

Rinite alérgica sazonal

A rinite sazonal, é também conhecida como febre do feno (“hay fever”). Essa alergia se caracteriza por aparecer repetidamente em certas épocas do ano. Está associada aos grãos de pólen e esporos de fungos presentes no ar.
Na rinite sazonal são mais freqüentes os espirros, olhos vermelhos e lacrimejantes.
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